domingo, 26 de junho de 2011

Morreu na praia!

De umas semanas pra cá um movimento que antes só tinha repercussão na internet passou a ter um movimento físico que é o tão falado #ForaMicarla, Micarla é a prefeita de Natal, cidade onde moro, sendo a dita cuja uma das prefeitas mais incompetentes que essa cidade já viu de um modo geral, mas como já reclamo demais dela, minha postagem não é para reclamar dela e sim dos manifestantes que tomaram a entrada da Câmara Municipal de Natal carregando gritos e canções que exigiam o motivo pelo qual o movimento foi criado: o impeachment da prefeita. Postarei alguns links que trazem resumos e os acontecimentos mais importantes para não tornar esta uma postagem muito longa.

Primeiramente, entendam o #ForaMicarla. Legal né? Depois de um cansativo embate diplomático e político acontece isso quando todos achavam que a coisa ia dar errado no final das contas e que os políticos mostrariam seu poder sobre a população que os colocou lá pra sugar dinheiro público. Muito bonito, mas então chegamos a uma conclusão para esse episódio: a retirada dos manifestantes.

Porque minha crítica é direcionada aos manifestantes? Simples, porque eles foram, até que me provem o contrário, facilmente enganados e manipulados pelos vereadores. Chegaram lá com a proposta do impeachment da prefeitinha e foram persuadidos a lutarem por algo menor que era a dita CEI (Comissão Especial de Inquérito) dos contratos de aluguel e serviços da prefeitura e ainda cantaram vitória no final sobre isso quando viram que a coisa ia caminhar conforme o que eles queriam, mas no final das contas onde estão os gritos de impeachment? Sei que ninguém quer se sujar, mas a história prova que ser diplomático e político não é a melhor forma de se resolver coisas com quem está no poder, pois eles sempre vão arranjar uma desculpa pra desviar aqueles que exigem seus direitos para algo menor ou simplesmente usar o seu poder, como os vereadores tentaram com a policia contra os manifestantes, para intimidar.

Foram muito elogiados, parabéns! Parabéns coisa nenhuma, o esforço não foi ouvido, uma ação mais ativa teria trazido mais resultados, infelizmente algumas pessoas precisam sofrer para que as outras possam adquirir direitos, sempre foi assim, mas nessas horas brasileiro mostra que não tem coragem de agir, muito pelo contrário: reclama da merda onde vive, mas quando alguém decide fazer algo, vai lá e desencoraja a pessoa a tentar fazer algo.

Ridículo. Essa história da CEI dos contratos também virou uma história de comédia essa semana, mas posto sobre ela toda quando obtiver mais informações a respeito.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Uma Nova Face

Venho a dias pensando no meu blog, não há um dia sequer em que não pense nele e nesses devaneios me veio a ideia de dar um irmão a ele. Elevado a Zero se tornou meu porta-voz na blogosfera, sendo aquele que levava minhas tristezas, alegrias e indignações a respeito de N assuntos do cotidiano para quem quisesse ler e compartilhar seus pensamentos também.

Mas eu queria que ele fosse também um lugar onde eu poderia postar coisas que viessem dos outros lados de minha personalidade e por mais que muitos digam que isso é possível e por mais que eu tenha dito que o Elevado a Zero não tinha foco, ele acabou tendo um: minhas indignações e opiniões de um modo geral. Cheguei a pensar em postar meus contos nele - muito empolgado com isso a propósito, tenho alguns, mas até hoje não o fiz (mas farei!).

Louco aquele que diz que não se divide em diferentes faces, que só possui uma e que investe todas as suas forças nela. Temos diversas faces: aquela que voltamos para nossos amigos, para nossa família, para nosso trabalho, para as pessoas no meio da rua, para nós mesmos e aquela que esconde de nós o que não sabemos sobre nós mesmos, mas que os outros veem. Arrisco dizer que temos uma sétima face, aquela que esconde de nós e dos outros aquilo que ainda está por vir para nós e para os outros através de nós e que se revela aos poucos no decorrer de nossa vida.

Desta forma, anuncio o surgimento do Velho da Caverna, meu novo blog, onde postarei, possivelmente, bem menos do que no Elevado a Zero e no qual se encontrarão postagens que saem do meu lado espirituoso, algo que ficaria muito deslocado no Elevado a Zero. Não estudei diversas religiões, seitas, cultos e doutrinas, mas aquilo que sigo deu a mim, e continua dando, uma carga de conhecimento e sabedoria que só pode ser reconhecida por outra pessoa que vive o mesmo. Sou católico, protestante, espírita, pagão, bruxo, herege, inquisidor, anjo, demônio e diversas coisas, ao mesmo tempo não sou nenhuma delas, mas um seguidor da doutrina universal, uma centelha da criação. Um pensador que quer expressar seus pensamentos pelo seu lado espiritual.

sábado, 30 de abril de 2011

Ponto Negativo!

Desde o início do ano passado estou cursando uma pós-graduação, uma especialização, mas a mesma tem se mostrado, de certa forma, ineficiente, e como pagamos módulos separados, não tem como saber se a coisa vai melhorar ou piorar. Estou fazendo essa postagem para expressar minha revolta mediante uma coisa que percebi ontem na faculdade: nesta especialização lidamos com módulos que deveriam nos ensinar técnicas, através de exemplos práticos e mais próximos da realidade, de como realizar aquilo com o que iremos trabalhar quando encerrarmos a mesma, mas a coisa não acontece bem por aí e acabamos saindo do curso apenas com o diploma de especialistas na área, mas sem o devido conhecimento.

Há disciplinas chave que necessitam ser o mais transparentemente passadas para uma turma de futuros especialistas para que eles possam carregar esse título e capacidade, mas o que acontece quando essa disciplina chave nos é passada de forma desleixada? Apenas teoria, sem exemplos práticos, sem nos dar qualquer noção de como atuar naquilo? Temos um problema grave, muitas vezes causado pelo medo da concorrência, o que leva muitos a crer que só estamos ali pra sermos sugados, nos nossos bolsos.

Uma dessas disciplinas chave nos foi praticamente negada na forma como ela deveria ter sido passada e ficamos por isso mesmo, ela abrange o setor privado e deveria ser aquela na qual a coordenação deveria pôr mais ênfase na hora de nos passar, pois é um mercado acessível, por mais fechado que seja em suas características. Uma disciplina, a que estou pagando no momento, que atende pelo mesmo nome sendo que atuando no âmbito público, veio completamente transparente para nossas salas através de um professor extremamente experiente no assunto e sem medo de ensinar as técnicas e segredos daquele ramo de atividade.

O grande problema disso é o descaso que tivemos na matéria que se aplica ao setor privado, que era por este conhecimento que muitos estavam lá e saíram desiludidos, enquanto que um outro professor abriu as portas de uma coisa que milhões de brasileiros pagariam caro para saber e faz isso sem impedimentos. Omite o nome das empresas, muda os valores, o nome dos produtos e nos passa a realidade em um caso fictício, isso a do setor público; porque então na do setor privado não foi do mesmo jeito? Medo!

Indaguei a coordenadora do porque aquela preocupação toda e ela disse que não podia revelar aquele tipo de informação porque é sigilosa, argumentei que não faria mal mudar o nome dos envolvidos e valores e nos dar exemplos reais alterados, coisa que nos ensinaria e protegeria os envolvidos no caso real; ou mesmo inventar um caso, sendo que se utilizando das técnicas abordadas por aquela área, mas ela ficou sem uma resposta para isso, o que só me fez crer que ela não queria criar profissionais capacitados naquela área de fato ou o fez por alguma outra razão obscura, significa que ficamos lá meses a fio esperando para pagar uma matéria, que dá título à especialização, mas na qual não sabemos quase nada exatamente por causa dessa omissão.

Ridículo.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Sorriso de Bolso.

Dentre as diversas coisas da humanidade que me incomodam, vamos dizer assim, uma delas é o Sorriso de Bolso, não sei se esse termo existe ou se eu estou criando o mesmo quando comecei a falá-lo. O Sorriso de Bolso é aquele que você é forçado, por imposição geral da sociedade ou pra não ser diferente, a fazer toda vez que vai tirar uma foto, sair em uma, tanto faz, encontra gente em eventos sociais, não importa o evento, de jantares beneficentes a festinhas da galera.

Quem, dos que fazem uso deste sorriso, nunca se perguntaram: "Porque eu tenho que sorrir pra esse(a) babaca?", ou "Tem que sorrir, pra que não pensem o que eu penso de verdade, tô odiando isso tudo!", ou ainda "Porque eu tô sorrindo se nem quero sorrir?". Ridículo né? Assino embaixo dessas frases que escrevi e tenho certeza de que acontece com frequência. 

Não vou ser hipócrita ao ponto de dizer que nunca me utilizei do mesmo, mas são poucas as vezes, fora que não estou falando de expôr o que de fato se pensa, mas de não falar nada e não esboçar um sorriso falso que mostra o que você não pensa. Apesar de que em eventos sociais é muito comum saber que o outro está mentindo ou sendo falso quando ele esboça um Sorriso de Bolso.

A diferença entre um Sorriso de Bolso e um Sorriso Sincero é brutal para os que conseguem identificar.

terça-feira, 29 de março de 2011

A Moda é uma Merda!

Eu deveria começar a andar pra cima e pra baixo com um bloco de notas anotando as coisas que me vem à mente pra escrever aqui, boas idéias estão deixando de ser escritas aqui, mas vamos seguir adiante.

Recentemente estive lendo alguns trechos do início do livro "O Vencedor Está Só", de Paulo Coelho, um romance no qual um bem sucedido e bilionário empresário russo vai ao festival de Cannes, um festival de cinema, na França em busca de sua ex-mulher. O livro por si só é uma crítica ferrenha à moda e a todas as coisas que movem o nosso pequeno mundinho e as vidas que nele vivem de aparências. Portanto, gostaria de citar um trecho do livro, no qual o protagonista, Igor, divaga sobre a moda, após pensar na mesma como algo fútil e criticar em seu íntimo aqueles que a seguem como algo grande, pisando na cabeça dos outros e agindo como estrelas de uma vida que não passa de ficção quando analisada friamente:

"Ridículos. Igor não consegue esconder seu ódio por aqueles cujas decisões afetam a vida de milhões de homens e mulheres trabalhadores, honestos, que levam seu cotidiano com dignidade porque têm saúde, um lugar para morar, e o amor de sua família.
Perversos. Quando tudo parece estar em ordem, quando as famílias se reúnem em torno da mesa para jantar, o fantasma da Superclasse aparece, vendendo sonhos impossíveis: luxo, beleza, poder. E a família se desgrega.
O pai passa horas em claro em trabalho extra para poder comprar o novo modelo de tênis para o filho, ou ele será olhado na escola como um marginal. A esposa chora em silêncio porque suas amigas vestem roupa de marca, e ela não tem dinheiro. Os adolescentes, em vez de conhecerem os verdadeiros valores da fé e da esperança, sonham e virar artistas. As moças do interior perdem a identidade própria, começam a considerar a possibilidade de ir para a cidade grande e aceitar qualquer coisa, absolutamente qualquer coisa, desde que possam ter determinada jóia. Um mundo que devia caminhar em direção à justiça passa a girar em torno da matéria, que em seis meses já não serve para nada, precisa ser renovada, e só assim o circo pode continuar mantendo no topo do mundo aquelas criaturas desprezíveis que agora se encontram em Cannes."

Costumo dizer que a "moda é uma merda" principalmente para aqueles que vivem dela. "Vivem nela" na realidade, por dela eles retiram um falso fruto que alimenta apenas seus egos de aço que precisam ser renovados a cada seis meses porque a moda muda a cada seis meses e aqueles que nela não se encontram, não merecem ser considerados. O grande problema é que, normalmente, só se pode seguir uma determinada moda, ou as modas que mudam sempre, quem tem dinheiro e no nosso país, poucos tem isso, e aqueles que nela querem entrar, precisam cometer sacrifícios, ou melhor, precisam que outros cometam sacrifícios por eles, geralmente seus pais, seus responsáveis, para que eles possam esbanjar na frente dos outros algo que eles não tem.

Estou me referindo aos jovens porque a maioria dos que tentam entrar nesse mundinho, claro que há muitos adultos, muitos inclusive já tem idade pra fazer algo de útil da vida, mas estão indo em baladas e esbanjando. Mas há os que trabalham e querem viver nesse mundo, tentam entrar no mundo em que não podem. Há uns meses atrás vi PC Siqueira, do vlog Maz Poxa Vida, um conceito interessante para a palavra status, e com isto encerro essa postagem:

Status é você querer comprar o que você não quer
Com do dinheiro que você não tem
Para mostrar àqueles que você não gosta
Aquilo que você não é.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Se a culpa não for de Deus, é do diabo!

"A religião é o ópio do povo" já dizia Karl Marx e concordo com ele. É muito mais fácil atribuir a culpa ou as coisas boas da nossa vida a um princípio maléfico ou benéfico superior que não pode ser visto do que a nós mesmos ou às coisas e pessoas que nos cercam.

-Ficar puto é coisa do diabo nos tirando do controle;
-Tirar uma nota boa é coisa de Deus, eu estudei, mas foi Ele quem me deu a nota;
-Meu barraco foi ladeira abaixo com a última enchente porque Deus quis assim;
-O diabo governa todos os criminosos, meliantes e similares;

Entre outras inúmeras coisas, Deus e o diabo ganham a fama, o crédito, o descrédito e tudo mais. É incrível! Como é difícil olhar para o próprio problema ou pra o que nos cerca e pensar lógicamente pra achar uma resposta antes de recorrer a bode expiatórios sobrenaturais. Não tenho nada contra a pessoa usar essas premissas como fonte de esperança, mas usar isso como base pra tudo na vida é como um viciado que, como dizem, só falta vender a mãe pra comprar mais umas doses que não vão durar nada.

No entanto é pra isso que serve a religião, pelo menos é o que parece ser, pra pensar por nós, aliás pra nos dar o bolo pronto, a resposta para todos os problemas e uma solução fácil ("padre, pequei, comi a mulher do meu melhor amigo, roubei um DVD do meu vizinho e peguei o sofá de minha mãe com alzheimer", "tudo bem meu filho, reze 10 ave marias e 5 pai nossos todos os dias por cinco dias que Nossa Senhora intercede em seu favor e Jesus lhe perdoa"). Pode parecer exagero, mas a realidade é bem pior, acreditem.

Como se não bastassem, tem aqueles que se acham os verdadeiros "portadores da luz e da verdade" os picas da santidade, escolhidos do Criador em pessoa (claro, em pessoa, é um piada interessante). Partindo da minha crença, acho tantas coisas desse povo de hoje atos heréticos, que se existir mesmo um fogo do inferno pra queimar os pecadores, esses infelizes vão tostar até virar pó! A idolatria rola solta desde que a Igreja Medieval começou a mandar, usura e coisas como as que vemos nas igrejas protestantes (evangelicas ou crentes, como quiseres, são todos protestantes), que basicamente se trata de vender um pão que não é comido por ninguém, afinal todos estão julgando todos que veem em todos os lugares que vão, fora os que "passam a mão na filha", pegam piriguetes por aí, traem as esposas (e vice-versa) e erguem a bandeira do amor ao próximo porque está escrito em um livro, que apesar do mesmo ter uma sabedoria estrondosamente elevada, pode ser considerado de "procedência duvidosa" se você for somar as diferentes línguas pelas quais ele passou até chegar em nossas mãos brasileiras escrita em nosso saudoso idioma.

Alheio a esse bode expiatório, há a estupidez comum: eu não tenho culpa se eu não consigo aprender a somar; ou, não fui pegar a pedra ali porque minha preguiça foi maior, se não fosse por isso, eu iria; ou ainda, estou muito velho pra aprender a mecher com isso. É, definitivamente, muito fácil culpar coisas que parecem não ter nada a ver conosco, mas que na realidade tem tudo, os culpados somos nós; a idade avançada diminui a capacidade de aprendizado, mas não anula, a preguiça é sua e a culpa por não ter feito o que lhe foi pedido também, se não consegue aprender algo, é porque não tentou de tudo, ou simplesmente diz a si mesmo(a) que não é capaz. Enquanto uma penca de pessoas por aí encararem estes e outros fatores como causa de suas incapacidades de fazerem algo, elas nunca progredirão, pode ter certeza, falta força de vontade.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A boa e velha Velhox!


Como se já não bastasse as subidas e descidas na conexão da velox que ocorrem com o passar do tempo conosco, usuários, o serviço de call center deles consegue de equiparar nisso. Ter que ficar repetindo a mesma história para vários setores sem que nenhum deles consiga resolver seu problema até a ligação cair.

Isso, claro, sem esquecer que ficamos muito mais tempo ouvindo a musiquinha de espera do envio de nossos ouvidos de um setor a outro, do que nas resoluções e busca de possíveis soluções para nosso problema.

Quando finalmente te enviam para o setor correto: a) a ligação cai; b) a pessoa enrola e não resolve; ou c) te põem na espera e a ligação cai. Comigo aconteceram os três casos.

Liguei quatro vezes. Nas três primeiras, juntando o tempo, fiquei cerca de duas horas e meia pendurado no telefone, na quarta consegui uma ligação direta com o setor responsável por meu problema (suporte técnico), isso depois de ficar mais de vinte minutos esperando, tive que botar no viva voz pra acompanhar o momento em que seria atendido pra não ficar com a mão dormente. Fui atendido e a mulherzinha lá insistiu que o problema era técnico e que um técnico particular resolveria, mas todos os testes que fiz somado com a opinião de pessoas que conheço que entendem do assunto me levam a perceber que o problema está com a velhox e o besteirol que eles fazem por lá.

Estou sem internet desde quinta por incompetência do serviço deles, fui vítima do call center de mais uma empresa com um péssimo serviço via telefone e tô puto!

 Descobri o problema com um técnico particular e basicamente se trata de uma incompetência não apenas deles. Resultado: cancelamos a Velhox e vamos botar a cabo.